Páginas

terça-feira, 28 de junho de 2011

A Caverna


Por Matheus Chula


A alegoria platônica da caverna é uma das mais conhecidas e populares de toda filosofia. Está contida dentro do famoso “A República” em forma de uma conversa protagonizada por Sócrates. A historinha socrática já foi estudada e debatida à exaustão e existem toneladas de interpretações e conclusões tiradas em cima deste singelo diálogo. Os livros “1984” de George Orwell, “Admirável Mundo Novo” de Aldous Huxley, e mesmo a série de filmes “The Matrix” exploram questões nascidas deste mito, mais de dois mil anos depois de seu surgimento. E, no entanto, não transcendemos esta caverna ainda.


Segundo a wikipedia: “Trata-se da exemplificação de como podemos nos libertar da condição de escuridão que nos aprisiona através da luz da verdade.”


Correto, porém simplório.


O mito da caverna é mais precisamente sobre a ilusão da diferença entre ondas e partículas e a ilusão da tridimensionalidade.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Kuarashí - Significa Sol.

         Atiara era seu nome. Significa “Um Fio de Luz”. Ela era moreninha, doce, pura... Uma indiazinha típica (ou arquetípica) que morava às margens de um rio perdido em algum lugar na imensidão verde da floresta amazônica. Atiara vivia sozinha, e, mesmo morando em um lugar paradisíaco e cheio de vida como era sua floresta, era inevitável que, vez que outra, ela se deixasse abater pelos pesares da solidão.
         Em um dia dentre os muitos dias eternos da vida de Atiara, ela foi até o rio para banhar-se. Naquele dia especialmente ela percebeu que a corrente do rio estava bastante vigorosa, mesmo assim sentiu-se segura para adentrar poucos passos na margem. Foi o tipo do ato que fazemos sem pensar, quase como se todo o Universo conspirasse para que você fosse irremediavelmente tragado até tal situação. Quando menos esperava, a indiazinha escorregou em um passo incerto que dera já voltando do seu banho matinal sendo arrastada por alguns metros. Então, repentinamente, uma mão gigante veio dos céus e segurou a pequena mãozinha de Atiara com as pontas dos dedos enormes. Infelizmente a tentativa fora inexitosa tendo a indiazinha sido tragada de vez pela situação do grande Universo. No meio da confusão das correntezas turbulentas que perpassavam por todos os lados da consciência de Atiara, ela somente conseguia se concentrar na visão que tivera da mão gigante que a segurou por poucos instantes. Afinal:

         -O quê seria aquilo?

terça-feira, 21 de junho de 2011

O Eterno Presente

 Por Antonio Fregapane

    Certo dia, um jovem guerreiro passava por uma estrada quando, cansado, parou para descansar de baixo de uma grande figueira, se deparando com um velho peregrino que ali também repousava. O velho homem olhava diretamente para os céus esboçando um sorriso vivo e sóbrio, enquanto o cavaleiro real apenas observava, sem, no entanto, proferir palavra alguma. Foi então que perguntou o peregrino:

Peregrino: Bom dia meu jovem guerreiro! Estás tambem a apreciar o Eterno Presente?
                                                           
Guerreiro: O Eterno Presente? Não compreendo! Do que se trata, ó peregrino sem rumo?

P: Pois bem, trata-se do maior presente que o ser humano já recebeu: O Presente.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

O Narrador

Por Ramiro Valdez

Eu sou a Voz de todos da tua minha cabeça conjunta de algodão leve-pesado. Eu sou aquele que molda tua mente e te faz visualizar coisas iluminadas sombrias banalmente extraordinárias. Eu dou magia a uma maçã solitária numa macieira solitária num parque cinza numa manhã chuvosa. Faço da melancolia, arte; do amor, veneno. Sim, sei de tudo, vejo tudo, estou em todo lugar nenhum, em qualquer instante da eternidade.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Manifesto Elementar

 Este blog foi idealizado sob o princípio máximo da diplomacia intelectual, a livre manifestação de idéias aparentemente desconexas – talvez até controversas - visando desenvolver um espaço cibernético onde se (co)crie um mosaico interconectado de uma sutil gama de assuntos, sob variados ângulos (pontos de vista) ou enfoques (paradigmas), com o simples objetivo de: fazer (re)pensar antigos preconceitos; incitar a reflexão e introspecção; e, principalmente, auxiliar na transmutação de valores retrógrados.