Por Ramiro Valdez
Tempo estica
Espaço esmaga
Rotina afaga alma com frios dedos de navalha
Vidas uniformes
Em marcha desesperada:
A trama invisível dita o próximo item imprescindível
E todos marcham feito loucos,
Os obstáculos são os outros,
Porque o sangue dos santos não vale a maçante busca
Da rosa plástica; a polimérica flor industrializada
Com suas estéreis pétalas manufaturadas.
-A flor-petróleo, amigo beija-flor, tornou-se o produto necessário!
E distraídos, todos os uniformizados,
São todos conduzidos - condicionados -,
Sem noção de rumo certo, até o limbo: liberdade em troca de salário
Marchando para ser igual
Correndo na diagonal
Baixando cabeça ao bater ponto final.
legal a poesia. não forçou a barra, soou natural. parabéns...
ResponderExcluiragradeço!!!
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