Por Matheus Chula
A alegoria platônica da caverna é uma das mais conhecidas e populares de toda filosofia. Está contida dentro do famoso “A República” em forma de uma conversa protagonizada por Sócrates. A historinha socrática já foi estudada e debatida à exaustão e existem toneladas de interpretações e conclusões tiradas em cima deste singelo diálogo. Os livros “1984” de George Orwell, “Admirável Mundo Novo” de Aldous Huxley, e mesmo a série de filmes “The Matrix” exploram questões nascidas deste mito, mais de dois mil anos depois de seu surgimento. E, no entanto, não transcendemos esta caverna ainda.
A alegoria platônica da caverna é uma das mais conhecidas e populares de toda filosofia. Está contida dentro do famoso “A República” em forma de uma conversa protagonizada por Sócrates. A historinha socrática já foi estudada e debatida à exaustão e existem toneladas de interpretações e conclusões tiradas em cima deste singelo diálogo. Os livros “1984” de George Orwell, “Admirável Mundo Novo” de Aldous Huxley, e mesmo a série de filmes “The Matrix” exploram questões nascidas deste mito, mais de dois mil anos depois de seu surgimento. E, no entanto, não transcendemos esta caverna ainda.
Segundo a wikipedia: “Trata-se da exemplificação de como podemos nos libertar da condição de escuridão que nos aprisiona através da luz da verdade.”
Correto, porém simplório.
O mito da caverna é mais precisamente sobre a ilusão da diferença entre ondas e partículas e a ilusão da tridimensionalidade.
Correto, porém simplório.
O mito da caverna é mais precisamente sobre a ilusão da diferença entre ondas e partículas e a ilusão da tridimensionalidade.
A ilusão da diferenciação ONDA e MATÉRIA
Acreditava-se que toda a matéria do universo fosse constituída por ÁTOMOS. Mais tarde, estes átomos foram divididos em Elétrons, Prótons e Nêutrons. Posteriormente em Fêmions, Leptons, Quarks, Bósons, Mésons, Bárions, Hiperons e matematicamente já foi demonstrado (mas ainda não testemunhado) a existência de Protinos, Gluinos, Gravitinos e Neutralinos. É bem possível que ainda consigam dividir mais e mais e mais, até chegarem às partículas “básicas” do universo. Os rosacruzes chamavam estas partículas de “Energia Espírito”. Vou chama-las de “blocos fundamentais”.
Então na verdade tanto o som que você ouve, o ar que respira, o mouse que tens na mão e o próprio corpo sentado que sua consciência habita e até seus pensamentos e sonhos são feitos, em última instância da mesma coisa. William Shakespeare já sabia, quando disse: “Somos feitos da mesma matéria que nossos sonhos”.
Mas se tudo é feito da mesma ‘coisa’, como é possível vivermos num universo com tantas cores, cheiros, gostos, sons e sensações? É que nem todos esses “blocos fundamentais” vibram da mesma forma, a natureza de sua vibração que determina como se dara sua manifestação aos sentidos, somos máquinas de receber e interpretar vibrações.
O que temos é uma confusão semântica humana, demos nomes às coisas por necessidade de distingui-las, mas isso foi feito conforme nossos sentidos fazem a divisão das vibrações e nisso nos perdemos quanto a essência dessas que é a mesma. Dizemos luz, matéria, cheiro, radiação, pensamentos, espíritos ao invés de dizermos blocos fundamentais vibrando numa frequência entre ‘x’ e ‘y’ com comprimento de onda entre ‘a’ e ‘b’.
Obviamente não falamos em blocos fundamentais por que seria muito complicado no dia-a-dia e por que não conhecemos a fundo a mecânica desses fenômenos, mal conseguimos constata-los com nossos aparelhos, e quando conseguimos os resultados são tão efêmeros que temos dificuldade de admitir que ocorreram de fato. Para ilustrar melhor isso vejamos o que os físicos chamam de espectro eletromagnético.
Então na verdade tanto o som que você ouve, o ar que respira, o mouse que tens na mão e o próprio corpo sentado que sua consciência habita e até seus pensamentos e sonhos são feitos, em última instância da mesma coisa. William Shakespeare já sabia, quando disse: “Somos feitos da mesma matéria que nossos sonhos”.
Mas se tudo é feito da mesma ‘coisa’, como é possível vivermos num universo com tantas cores, cheiros, gostos, sons e sensações? É que nem todos esses “blocos fundamentais” vibram da mesma forma, a natureza de sua vibração que determina como se dara sua manifestação aos sentidos, somos máquinas de receber e interpretar vibrações.
O que temos é uma confusão semântica humana, demos nomes às coisas por necessidade de distingui-las, mas isso foi feito conforme nossos sentidos fazem a divisão das vibrações e nisso nos perdemos quanto a essência dessas que é a mesma. Dizemos luz, matéria, cheiro, radiação, pensamentos, espíritos ao invés de dizermos blocos fundamentais vibrando numa frequência entre ‘x’ e ‘y’ com comprimento de onda entre ‘a’ e ‘b’.
Obviamente não falamos em blocos fundamentais por que seria muito complicado no dia-a-dia e por que não conhecemos a fundo a mecânica desses fenômenos, mal conseguimos constata-los com nossos aparelhos, e quando conseguimos os resultados são tão efêmeros que temos dificuldade de admitir que ocorreram de fato. Para ilustrar melhor isso vejamos o que os físicos chamam de espectro eletromagnético.
Vemos que os cientistas já sabem que os diferentes tipos de vibração de ondas da mesma natureza podem produzir raios cósmicos, luz visível, uma ligação de celular, ou o sinal da TV Globo. Tudo depende de como essas ondas vibram. Os cientistas inclusive já constataram que partículas subatômicas tem a tal ‘dualidade onda-partícula’ que eles dizem ser a capacidade das partículas subatômicas de se comportarem ou terem propriedades tanto de partículas como de ondas. Isso foi concluído a partir de uma aplicação inversa do ‘efeito fotoelétrico’ de Einstein que demonstrou que em determinados processos, as ondas se comportam como partículas. Se os cientistas me permitissem sugerir algo, diria que o que temos de fato é um espectro, da maior para a menor freqüência, mais ou menos assim:
- Raios Cósmicos
- Raios Gama
- Raios X
- Ultravioleta
- Cores visíveis
(Violeta>Índigo>Azul>Verde>Ama
- Infravermelho
- Calor
- Micro-ondas
- Ondas de rádio
- Ultra-sons
- Ondas sonoras
- Odores
- Sabores
- Infra-sons
- Matéria / Partículas
Gostaria que assistissem a este vídeo de Brian Greene, um físico teórico renomado em uma palestra no TED falando sobre a Teoria das Supercordas. Brian explica esta história de blocos iguais vibrando diferente entre outras coisas. Ele pode estragar algumas surpresas sobre a tridimensionalidade mas penso que vai servir mais como base para o entendimento deste e do próximo texto.
A análise da ilusão da Tridimensionalidade e o fio de Ariadne que conecta esse post ao mito e o mito à física quântica fica para o próximo post. Comecei pela dicotomia mais enraizada no senso comum e (aparentemente) mais complexa e absurda para dar uma revisitada nos conhecimentos de física da galera, quem leu até o fim esse texto bizarro, pseudo-científico e porcamente escrito e gostou se prepare, tem mais de onde veio este.


Parabéns pelo texto! Como tu muito bem apontou a expressão "Energia-Espírito", presente nos manifestos rosacruzes em um período consideravelmente distante do nascimento de cristo, foi utilizada para denominar essa energia primordial presente em todas as formas visíveis e invisíveis. Inclusive, essa constatação de que tudo no universo é constituido basicamente do mesmo "bloco fundamental", premissa base da teoria das Supercordas, que é uma teoria EXTREMAMENTE recente, é uma premissa que inevitavelmente vai levar a uma segunda, qual seja, a unicidade do Universo, ou seja,à compreensão de que tudo que percebemos, seja uma pedra, uma pessoa, uma árvore são meramente manifestações de uma mesma substância primordial, de uma Causa Primeira, apenas vibrando com amplitude, comprimento e frequência diferentes. Posteriormente, a nomenclatura rosacruz utilizada para batizar essa "substância primeira" há milhares de anos foi "caraduramente" apropriada pelo Espiritismo de Alan Kardec, que retirou o termo "energia" e fundou a religião chamada de Espiritismo. Com o passar do tempo, a palavra foi etimologicamente zuada e a deturpação de seu significado por charlatões de plantão levou a todo preconceito e a atribuição "supersticiosa" que a maioria das pessoas tem hoje ao ouvir a palavra "espírito". Agora, uma pergunta.Não é no mínimo "curioso" uma descoberta científica do século XXI demonstrar uma mesma coisa que ja foi dita milenarmente, antes mesmo de cristo? A interpretação literal e radical das escrituras sagradas nos levaram a criação de religiões baseadas na doutrina, no não-questionamento e na hierarquia eclesiástica. Mas, será que não existem, assim como mostra a teoria da supercordas, outras "verdades" ocultas por detras dos simbolismo e alegorias dessas mesmas escrituras sagradas que possam vir a ser, daqui a uns anos talvez, também comprovadas cientificamente? Talvez nossa sociedade facebookiana ultra tecnológica tenha muito ainda que aprender com as civiliações antigas...
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